Qual é a
graça de brincar o carnaval acompanhado da namorada ou da patroa?
Como passar
os dias de folia, no agito das massas, sem apreciar e atender as exigências dos
corpos nus e dos comportamentos desregrados, sem rolar ciúmes medidos e desmedidos?
Ah, o
ciúme... Palavrinha cabulosa!
João e Maria
estavam casados e no miolo da agitação de Olinda (Oh, linda!).
Dançando e
pulando, Joana se aproxima de João. Lança uma piscadela de olho para o rapaz ao
mesmo tempo em que se achega e sensualiza cada vez mais a dança.
Aproxima-se
insidiosamente e num gesto felino (feminino) e indefensável agarra-o pelo rosto
suado e beija-o na boca. Um beijo de língua molhado e rasgado, bem apropriado
ao calor das carnes e direcionado pro lado de baixo da linha do equador.
João até que
tentou disfarçar o gosto, mas as mãos nos belos seios desnudos de Joana
evidenciaram o crime.
Maria, que
estava de olho e por perto, não gostou e protestou aos berros:
—Se ficar
pegando essas piranhas, eu vou beijar todos os homens daqui!
João fez de
conta que não ouviu.
Maria foi
aos 120 decibéis.
—Ouviu, seu
filho da puta!?
Apontando pro
gordinho que estancou por perto pra assistir a cena, João esculachou.
—Começa por
esse baiacu.
C.
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